Banco Central eleva a Taxa Selic para 7,75% ao ano: entenda como o aumento afeta o mercado imobiliário

O aumento da Selic afeta diretamente o mercado imobiliário quando o assunto é compra de imóveis por financiamento. A tendência é que os juros para financiamento imobiliário acompanhem a taxa básica de juros da nossa economia. Entretanto, muitos brasileiros ainda buscam realizar o sonho da casa própria.

No rumo contrário do mercado em geral, o mercado imobiliário viveu uma crescente na pandemia. Confinadas, as pessoas que já não puderam viajar ou investir em qualidade de vida em ambientes externos, voltaram sua atenção à moradia e ao viver bem em seu próprio lar.

Segundo a Abecip, os financiamentos imobiliários para aquisição com recursos da poupança somaram R$ 110,7 bilhões no acumulado anual. Somente em agosto deste ano, o valor foi de R$ 21 bilhões – maior número da séria histórica desde 1994.

Com o quinto aumento neste ano e a taxa a 7,75%, esses números tendem a baixar. Porém, segundo especialistas em educação financeira, o sonho da casa própria ainda é viável.

Para Bruna Allemann, educadora financeira da Acordo Certo, ainda é possível fazer pesquisas e comparações para realizar boas negociações. É questão de planejamento. A especialista da Acordo Certo reforça que as análises devem ser feitas não somente entre as taxas, mas entre o chamado Custo Total Efetivo (CET).

“É possível que um banco que tenha uma taxa mais baixa tenha um CET mais alto por conta dos custos extras, o que evidencia ainda mais a necessidade de pesquisa, comparação e planejamento”, concorda Juliana Piquet, supervisora de Crédito do Sicoob.

Renato Caporrino, CEO e fundador da ATTA, ressalta:

“Ainda que as expectativas para a Selic sejam de aumento, este é um momento propício para financiamentos de imóveis, uma vez que as taxas ainda estão baixas. Porém, é importante ter em mente o valor do crédito imobiliário que será concedido antes de procurar o imóvel, assim é possível se manter dentro do orçamento, sem comprometer mais dinheiro no processo”.

Marcus Araujo, CEO e fundador da Datastore, também vê o aumento como uma medida de proteção ao próprio mercado imobiliário.

“A nova taxa Selic em 7,75% ao ano é uma ação protetiva para o mercado imobiliário. Embora possa parecer inibidora de novas vendas, é um remédio direcionado a nos proteger da inflação ameaçadora que se não for combatida agora, poderá chegar a dois dígitos”.

Seja você um investidor ou esteja você buscando realizar o sonho da casa própria, o momento segue oferecendo boas oportunidades de negócios. O importante é fazer uma boa pesquisa e planejamento. Contar com a assessoria de um consultor imobiliário qualificado e competente pode servir de grande ajuda.

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