Crédito imobiliário vive momento histórico

Os dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), divulgados em 27 de janeiro de 2021, mostraram que os financiamentos para a compra e a construção de imóveis em 2020 somaram R$ 123,97 bilhões. Um crescimento de 57,5% em relação a 2019. Este é o maior resultado da história, superando os R$ 112,9 bilhões de 2014, considerado o último ano do ciclo de “boom” imobiliário.

Em dezembro, a alta nos empréstimos chegou a 26,2% em relação ao mês anterior, e 101,6% em comparação com o mesmo mês de 2019, atingindo R$17,47 bilhões. Este é o maior volume nominal mensal registrado desde julho de 1994, quando do lançamento do Plano Real.

De acordo com a revista Forbes, os agentes financeiros fecharam 2020 com 426 mil habitações financiadas com recursos da poupança, resultado 43,2% superior ao de 2019. Em comunicado, a Abecip afirmou:

“Nos últimos seis anos, essa foi a maior quantidade anual de unidades financiadas pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), linha de crédito destinada à compra de imóveis ou terrenos.”

A demanda de crédito imobiliário chegou a cair por alguns meses, após o início da pandemia, mas se recuperou a partir de junho, com ganho de força ao longo do segundo semestre, impulsionada, principalmente, pelas taxas baixas de juros. 

“A melhora das taxas ampliou o número de pessoas capazes de fazer a compra. A taxa estava acima de 10% ou 11% em 2017. Hoje está abaixo de 7%. Isso é muito positivo”,

enfatiza a presidente da Abecip, Cristiane Portella, em matéria do Estadão. Cristiane acredita que, neste ano, para curto prazo, não devemos ter aumento imediato nas taxas de juros, devido à competição elevada no setor. 

A queda na taxa de juros aumentou o poder de compra da população, além do movimento de valorização de residências, que tendem a permanecer mais tempo dentro de casa durante o período de pandemia. Segundo a presidente da associação, a combinação de vieses positivos entre consumidores, bancos e construtoras é responsável pelo recorde de 2020 e também pela previsão de expansão do crédito imobiliário em 2021. A Abecip projeta um novo recorde no crédito imobiliário de R$ 157 bilhões para este ano, o que significaria um aumento de 27% em relação a 2020. 

Esses são os números de financiamentos com recursos originados nas cadernetas de poupança. Há ainda o volume consolidado de financiamentos para compra e construção de imóveis, o que significa a inclusão dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em 2020, o volume consolidado de financiamentos para compra e construção de imóveis também atingiu o maior patamar da história: R$ 177 bilhões. A previsão de recorde para 2021 projetada pela Abecip é de R$ 214 bilhões, 21% em comparação com o ano anterior.

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